É estranho…

Antes do jantar estive a fazer algumas recomendações na LinkedIn. Sou sempre um pouco cético em relação a esta rede, que é sempre utilizada com muito marketing associado, pessoal e organizacional. Ainda assim, gosto de nela ter a imagem que tenho nas outras redes…a minha. De autenticidade e veracidade em todo o meu estar, ser e sentir online. Por isso escolhi bem as pessoas que no meu entender mais mereciam essas recomendações, e escrevi da forma como gosto de escrever (quem me conhece sabe que eu sou muito mau a resumir coisas, e escrevo um pouco com o coração. Bom…aqui também é o caso).

Fiquei realmente surpreendido com as respostas e os agradecimentos. Às vezes sinto que as pessoas apenas querem algum carinho…serem ouvidas, serem estimadas…algo que cada vez mais está ausente do normal desenrolar dos dias (e principalmente do desenrolar das dinâmicas de relacionamento nas organizações). Parece-lhes algo estranho que alguém fale de uma forma sentida e positiva sobre os seus trabalhos, como se tal fosse algo fosse expressão de uma qualquer diferente dimensão. Acaba por ser um sinal do quanto as expetativas em relação à forma como nos relacionamos nas organizações é baixa, e o quanto essa expetativa é o alfa e o ómega de uma postura mais defensiva, até mesmo no simples ato de mostrar as pessoas algum tipo de sentimentos genuínos por vitórias ou derrotas. É algo que procuro contrariar na minha postura profissional. Acredito que mesmo nestas situações, estamos a falar de relacionamentos que têm um pouco de pessoal…afinal, uma organização é também uma comunidade de pessoas. Não faz mal deixarmos também que exista uma expressão da nossa naturalidade nestes atos. Sem, contudo, deixarmos de estar alerta para pessoas e ações menos bem intencionadas, nocivas mas toleradas (e por vezes estimuladas) nas organizações.

A vida é simples. Não há necessidade de complicar.

De volta

Finalmente de volta às lides do blog, depois de praticamente um mês passado no Reino Unido. Sim, é verdade, o estar fora não me impediria teoricamente de manter os posts regulares, mas também é certo que o trabalho tem sido bastante intensivo, num grau de exigência superior, e as horas fora do mesmo são destinadas a partilhar as novidades com os amigos, de uma forma mais expedita (como a promovida pelas redes sociais), ouvir música, e tentar ler um pouco…o importante mesmo é basicamente esquecer a o dia ou a semana, e tentar devolver-me a mim mesmo por algumas horas ou dias. Um trabalho de balanceamento entre o profissional e o pessoal que para mim é fundamental, e cada vez mais estrutural nas sociedades modernas, e no caminho que vão trilhando, à medida que as pessoas se tornam mais exigentes na busca da sua felicidade. Ainda assim foi uma experiência muito positiva, assim como foi a experiência de quase meio ano no Brasil, e que continuará em 2019, certamente com mais tempo para escrever.

Ainda nos encontraremos antes do Natal. Aqui e nos podcasts.

Simples…

A vida é simples. Simples no viver dos bons momentos, daqueles que não se partilham nas redes sociais, porque realmente não se têm de partilhar. Alimentam-se da energia do final dos dias, quando as pessoas ainda não desejam ir para casa, porque ainda existe uma busca a fazer. Em si, no próximo ou num qualquer local…não é muito relevante, até se sentir que se está no momento certo, com as pessoas certas, no lugar certo, e que toda essa vibração foi surgindo na semana, no tempo que simplesmente passa. E assim, por entre a confusão da cidade ou pelos caminhos que dela sai, conduzimos o nosso sentir até aquele ponto no espaço e no tempo onde apenas o essencial permanece num bom prato de deliciosas iguarias, e na conversa que se explana tão fresca e intensa como a imperial que está à tua frente, e que tu já não te lembravas de saborear com tanto prazer.

A vida é simples. É realmente muito simples…não interessa complicar.

Crédito da imagem: Schoolswork UK

@ Pinterest

Convido a uma visita ao meu perfil na Pinterest, uma forma diferente, mais visual, de partilhar gostos, desejos, aventuras, de uma forma mais visual, aproveitando belíssimas imagens que se encontram por estas estradas virtuais fora. Viagens, livros, filmes, meditação, fotografia P&B ou vinhos são apenas alguns dos temas que poderão encontrar, num perfil que está sempre em evolução. Como sempre, e seguindo uma política que norteia toda a minha presença na internet, o seu a quem de direito…os direitos de todas as imagens exibidas pertencem exclusivamente ao seus autores.

Grato desde já pela visita.

Crédito da imagem: SEJ

Halloween

Ainda hoje referi numa rede social aqui ao lado que não sou grande adepto do Halloween. De facto não o sou, e faz-me impressão todo o marketing associado a esta época, que de forma vazia atinge os adultos. Mas gosto de ver os pequenitos com as suas fatiotas e a sua inocência (é também o que aprecio mais no carnaval). Mas o meu Ser já se sente atraído pelo que está na raiz do Halloween,  para lá da aculturação americana que sofreu, ou da matriz religiosa que lhe começou a dar alguma identidade moderna, nomeadamente a temática das bruxas. Para lá de tudo isto, nos tempos idos dos antigos povos celtas da era do paganismo, celebravam-se as colheitas com alegria e respeito pelas forças naturais, com uma emanação da essência feminina da vida. Isso aproxima-se muito da forma como vejo esta altura do ano, uma altura de celebração da vida que se renova, numa atmosfera especial de reconexão que me infunde profunda paz, como já tenho deixado transparecer em posts anteriores. O facto de nesta época se lidar muito com bolos também é especialmente cativante, diga-se em abono da verdade.

Adoro os Peanuts. Desde criança que o episódio especial de Halloween é um dos meus momentos preferidos em televisão, nunca perdendo as recorrentes repetições anuais. E assim, em homenagem a todos os pequenitos que vivem esta época de uma forma especial (e porque a minha criança interior também assim o pede), fica aqui a imagem do Linus, esperando ansiosamente pela Grande Abóbora. Que todos possamos, na época de transição conturbada em que vivemos, saber esperar pela Grande Abóbora com os pequenitos, libertando as muitas crianças interiores aprisionadas que por mim passam na rua. E ao mesmo tempo, celebrar a renovação da vida, imersos num dos cenários mais bonitos (o outono) que a natureza nos oferece.

Crédito da imagem: Peanuts