Uma história de Natal…

Quando me levantei no dia de Natal, esta foi a história que vi, mal liguei a televisão. A bordo de um barco de refugiados, em pleno Mediterrâneo, e depois da entrada ter sido vedada nos portos italianos, os refugiados que iam a bordo, e muito especialmente as crianças, tiveram uma festa natalícia plena de sorrisos, levada a cabo com o esforço dos voluntários a bordo, que não se pouparam para criar um ambiente que, por alguns momentos, fizesse esquecer todas as agruras vividas por estas pessoas. Há mesmo um fundo de verdade quando se diz que a história, ou por vezes alguns dos seus aspetos, repetem-se…no exercício intemporal da exploração dos povos pelo interesse de alguns, sobressaem em cada época os pequenos grandes exemplos de libertação que nos indicam um rumo, um horizonte, em tempos mais incertos. Algo que não se encontra nos livros, mas no coração de cada um de nós, despertando sempre na simplicidade das pequenas grandes coisas, como a alegria das crianças.

Tive uma noite de Natal calma e agradável, assim como o dia. Mas ao assistir a estes momentos, confesso que senti-me flutuar até uma dimensão diferente…e por lá vou ficando…

Crédito da imagem: SIC

De volta

Finalmente de volta às lides do blog, depois de praticamente um mês passado no Reino Unido. Sim, é verdade, o estar fora não me impediria teoricamente de manter os posts regulares, mas também é certo que o trabalho tem sido bastante intensivo, num grau de exigência superior, e as horas fora do mesmo são destinadas a partilhar as novidades com os amigos, de uma forma mais expedita (como a promovida pelas redes sociais), ouvir música, e tentar ler um pouco…o importante mesmo é basicamente esquecer a o dia ou a semana, e tentar devolver-me a mim mesmo por algumas horas ou dias. Um trabalho de balanceamento entre o profissional e o pessoal que para mim é fundamental, e cada vez mais estrutural nas sociedades modernas, e no caminho que vão trilhando, à medida que as pessoas se tornam mais exigentes na busca da sua felicidade. Ainda assim foi uma experiência muito positiva, assim como foi a experiência de quase meio ano no Brasil, e que continuará em 2019, certamente com mais tempo para escrever.

Ainda nos encontraremos antes do Natal. Aqui e nos podcasts.

De volta ao céu

Depois de quase seis meses no Brasil, e quase mais um mês em Inglaterra, o último ano e meio vai acabar com mais uma viagem a terras britânicas. Confesso que neste momento este viajante estava a usufruir em paz da aproximação ao Natal e da energia que surge neste período, que sempre senti boa e reconfortante. Não me afeta a febre consumista, pois nela nada me atrai e nada nela encontro de mim para preencher, ficando apenas o sentir doce do que de bom o universo nos traz e ensina…mas por outro lado, confesso que já tenho saudades dos meus amigos de asas, do ambiente dos aeroportos e da forma como também me transmitem uma sensação de paz no meio da confusão. É algo que vou aprendendo em mim, a simplesmente trilhar o Caminho do Meio, por entre o equilíbrio que os aparentes desequilíbrios nos induzem. E, por fim, conhecer mais uma cidade nova, Manchester, novas pessoas, novos locais, novas realidades e desafios profissionais e novas portas para a alma e pensamento…só o frio é que deve ser o mesmo de quando estive em Newcastle, se não for mais, mas bem temperado com a postura um pouco mais aberta e afetuosa das pessoas do norte, por comparação à frieza e algum distanciamento de Londres (apesar das boas experiências recentes, a comprovar que toda a regra tem a sua exceção, que nos ergue no conhecimento do que nos rodeia).

Digamos que a vontade de partir já estava cá. Mas ainda não estava no ponto. Ainda assim uma saída da zona de conforto que recebo de braços e coração aberto, e que pode ser muito interessante. Venha agora a partida (penso que no próximo domingo) e, com uma ligeira paragem no início de Dezembro, o regresso mais perto do Natal.