Semana longa

Com o intensificar do trabalho, e a ter que aproveitar parte das noites para o meu mini-MBA em Gestão de Serviços, o tempo não tem sido muito para escrever…ou ler, apesar de não conseguir acabar o dia sem aqui deixar o meu pequeno momento de partilha. O tempo escasseia, mas ainda assim, apesar de não ser muito, há sempre lugar para a frescura do novo que sempre se renova em novas ideias…tudo vai estando preparado para a segunda série de episódios do podcast, em muitos aspetos uma evolução da primeira, e que se irá iniciar com a temática dos cuidadores informais, algo que já vivi um pouco na minha vida, e uma causa que aprecio particularmente. Enquanto isso, no dia-a-dia, resta-me algum tempo a seguir ao almoço e ao jantar para ver o que se passa na minha conta do Twitter, ler um pouco, ver televisão…por vezes dormir. Apenas a música me acompanha durante todo o dia, trazendo uma muito doce sensação de equilíbrio ao trabalho, dando-lhe por vezes um muito necessário colorido e vivacidade, naqueles 5 minutos tão necessários para desfrutar uma melodia, saborear uma letra…por vezes até dançar. No meio de tudo isto, só as dores no corpo não ajudam, especialmente nestas estações de transição…por entre o calor que se faz frio e que em calor nos torna a aquecer, o corpo sente-se um pouco, principalmente as costas, um pouco afetadas pelo acidente que sofri o ano passado. Mas o caminho faz-se caminhando…

Os bocadinhos dos dias vão sendo assim cada vez mais importantes, pontos cada vez mais focais de serenidade…por entre a dinâmica ensurdecedora dos homens vai brilhando o meu pequeno silêncio, trilhando um caminho de paz por entre horizontes que despontam na bruma, de forma mais ou menos espontânea…a felicidade não está em usufruir de tudo o que nos é dado, de uma forma indiferenciada…ela está na escolha plena de sabedoria e gratidão do horizonte onde vislumbramos um pouco mais da nossa felicidade.

 

Porquê um mini-MBA em Gestão de Serviços

Já tinha referido há algum tempo que me tinha inscrito num mini-MBA de Gestão de Serviços. Nas vésperas do início desta caminhada, partilho aqui algumas das razões que me levam a retomar os meus estudos nesta área. Aliás, durante todo o curso tentarei colocar alguns posts, à luz da aprendizagem que vou fazendo. É uma boa forma de sistematizar ideias sobre o que vou aprendendo. Desde já quero deixar bem claro que as ideias expostas nestes artigos correspondem às minhas ideias pessoais sobre estes temas, não vinculadas à empresa que represento.

Depois de em 2011 (após o meu percurso académico na área da Gestão de Empresas, e empresarial numa pequena PME do setor da transformação de plásticos) ter tirado a minha PG sobre Lean Management, que já incluía um pequeno módulo de Serviços, comecei quase imediatamente a trabalhar no ramo da consultoria. Primeiro como júnior, na área da Business Intelligence, e depois como júnior e sénior na área dos ERP’s, cedo me apercebi de um setor com um forte ímpeto inovador, com as software houses a encurtar cada vez mais os seus ciclos internos de inovação, e a promover metodologias de implementação cada vez mais diversas e mais curtas junto dos clientes finais. Para as consultorias representantes, isto traduz-se na necessidade de criação e adaptação de processos dentro de frameworks sempre flexíveis, adaptáveis às tipologias de cliente encontradas. Por outro lado, a preponderância cada vez maior do conceito de Voice of Customer (VOC) faz com que esses frameworks e respetivos processos não apenas devam estar de alguma forma ligados às metodologias das software houses, mas, igualmente, devem integrar essa mesma voz do cliente em forma de feedback contínuo de inovação, algo que se deve propagar à própria estrutura e funcionamento internos, numa lógica integrada e dinâmica de PDCA, com tempos progressivamente curtos de intervenção estruturada nos processos. Esta é, na prática,  uma situação transversal… desde as pré-vendas ao serviço pós-venda, com as atividades comerciais por um lado, e de suporte por outro a exigirem processos cada vez mais sistematizados. Dentro desta ótica, ter a capacidade de medir qualitativamente e quantitativamente o processo ou as suas unidades estruturais é fundamental. Por fim, é fundamental o envolvimento de todo este ecossistema na dimensão humana da organização. A forma de recrutamento em RH, o estabelecimento da liderança e da gestão de acordo com a visão e missão da organização (por um lado) e estrutura organizacional por outro, é algo cada vez mais importante na organização moderna. Saber distribuir os líderes e os gestores nos lugares certos, é um enorme desafio.

E é por tudo isto que decidi fazer este mini-MBA. Depois de 5 anos de experiência como consultor funcional, nesta área de serviços, vou começando a assumir tarefas de mais alguma responsabilidade, nomeadamente na área do suporte a cliente. E assim, torna-se, mais que necessário, extraordinariamente motivante e desafiador  aprofundar de forma especializada o aprendido anteriormente, para que possa trazer um valor acrescentado à visão definida acima, em linha com o meu desempenho profissional.

O desafio está lançado. É tempo de começar.

Gestão de serviços

Na vida tudo evolui. Seja em termos pessoais, seja em termos mais profissionais, novos desafios rapidamente nos envolvem, num horizonte potencial de novo conhecimento e novos caminhos. Especialmente em termos profissionais, a metodologia, o processo e a eficiência dos resultados é algo cada vez mais inerente à voz do cliente, que cada vez mais ecoa dentro da organização, qualquer organização, levando-nos a novos desafios. Por isso, e como estou no setor de serviços há cerca de 4,5 anos (farei 5 anos em Fevereiro de 2019), decidi propor-me a mim mesmo o desafio de completar o mini-MBA de Lean Service Management, proporcionado pela Comunidade Lean Thinking, onde também fiz a minha Pós-Graduação, também na filosofia Lean. É uma forma de dizer que quero mais, que quero ir mais longe no trabalho que faço, deixando o meu Ser conduzir a minha vontade, potenciando ainda mais o trabalho de coordenação que desempenho. Juntamente com o início do caminho em Inteligência Artificial, vou marcando o ritmo da minha caminhada, definindo os horizontes que dela pretendo.