Google Assistant

Com a noite a não convidar a uma saída, decidi experimentar o Google Assistant. O facto de ainda não suportar o idioma português fez-me ir atrasando este primeiro teste. Contudo, em virtude da minha elevada frequência de viagens, decidi começar a experimentar de forma básica este produto da Google. Por enquanto, para se aceder a estas funcionalidades, recomendo colocar o telemóvel com o idioma de English US, pois em sistemas deste tipo é sempre o idioma mais otimizado para a normal utilização. Nesta fase, não existe de momento uma data definida para a disponibilização do português como idioma core.

A primeira impressão foi muito positiva. A ativação do Assistant ocorre aquando da mudança do idioma (contando que já possua um sistema Android recente e, claro, uma conta Google). A parametrização inicial não é complicada, se seguirmos os menus, embora pudesse ser um pouco mais lógica em termos do caminho a percorrer na mesma, sendo necessária alguma atenção. Definem-se aqui os tipos de alertas que desejamos receber, sobre que temas, o tipo de voz com que queremos interagir (masculina, feminina, mais ou menos suave…), a definição do comando de entrada “Ok Google”, apenas para definir as mais importantes. Após isso, e utilizando esse mesmo comando de entrada, acede-se a um conjunto vasto de informação e utilização multi serviços da Google. Com muita facilidade, e utilizando numa linguagem muito próxima da casual, pude ver restaurantes em várias cidades do mundo, conhecer as condições meteorológicas em vários locais (com previsões para os dias futuros), saber um pouco mais sobre potenciais destinos e pesquisar voos a qualquer data e hora (com a possibilidade de envio automático dos resultados por email). Isto, para além das habituais tarefas diárias de leitura de emails, organização de calendário, chamadas, ouvir alguma música no Spotify, etc. Em todo este ensaio, notei alguma pequena instabilidade com a ligação às apps nativas da Samsung, nomeadamente na forma como elas são chamadas. Se por exemplo nos contactos utilizei o comando Open Contacts, já na app de email, por exemplo, necessitei de compor um pouco mais o comando, utilizando Open Samsung email app, algo que naturalmente desapareceu com a utilização de apps nativas da Google, onde o Assistant sempre se deverá sentir mais acomodado. Senti ainda alguma instabilidade aleatória no mecanismo de continuous speak, que permite manter o microfone aberto algum tempo depois de uma resposta. Algumas vezes notei que não funcionava, apesar de em outras, se manter ativo, e de forma estável.

Brevemente irei dar uma utilização maior a esta ferramenta, não apenas em ambiente nacional mas também internacional, e partilharei alguns resultados, nomeadamente sobre o seu comportamento em cenário de utilização diária. Pode conhecer mais sobre ela através do site oficial onde poderá conhecer todo o seu potencial, incluindo a sua utilização em casa, por via da interação com vários tipos de dispositivos, já numa ótica de clara afirmação de Internet das Coisas. Estes poderão ser ou não fabricados pela Google, devendo apenas ser compatíveis com o Assistant (posso dizer por exemplo, que as colunas de som mais recentes da JBL são compatíveis). E talvez, com um pouco mais de tempo (que de todo não existe neste momento), possa continuar a desenvolver o meu pequeno chatbot. Mas isso será para depois.

Crédito da imagem: Google

Salgado censurado

Esta foi a fotografia de Sebastião Salgado, censurada pelo Facebook há alguns dias. Quando por vezes falamos da cegueira dos algoritmos, deveríamos talvez refletir um pouco mais sobre a cegueira dos homens. Em tempos onde a humanidade cada vez mais necessita, não apenas de um retorno ao essencial, mas igualmente de um retorno ao conhecimento do seu património, estrutura primeva dos seus alicerces, censurar o trabalho de Mestre Salgado, todo moldado pela forma como a sua visão do mundo se consubstancia em nós, ajudando-nos a caminhar no mesmo, é censurar a admiração do que somos, no nosso estado mais puro; e da pureza do mundo em que vivemos. Além disso, na era da Inteligência Artificial, dizer que estes algoritmos podem ser cegos desta forma nada mais é do que desviar a atenção de um falso pudor militante e tecnológico, de meninos que um dia gostavam de ser rebeldes, mas que se tornaram eles mesmos os censores modernos, Torquemadas 2.0 de um mundo em deriva Orwelliana.

Crédito da imagem: Sebastião Salgado

Gestão de serviços

Na vida tudo evolui. Seja em termos pessoais, seja em termos mais profissionais, novos desafios rapidamente nos envolvem, num horizonte potencial de novo conhecimento e novos caminhos. Especialmente em termos profissionais, a metodologia, o processo e a eficiência dos resultados é algo cada vez mais inerente à voz do cliente, que cada vez mais ecoa dentro da organização, qualquer organização, levando-nos a novos desafios. Por isso, e como estou no setor de serviços há cerca de 4,5 anos (farei 5 anos em Fevereiro de 2019), decidi propor-me a mim mesmo o desafio de completar o mini-MBA de Lean Service Management, proporcionado pela Comunidade Lean Thinking, onde também fiz a minha Pós-Graduação, também na filosofia Lean. É uma forma de dizer que quero mais, que quero ir mais longe no trabalho que faço, deixando o meu Ser conduzir a minha vontade, potenciando ainda mais o trabalho de coordenação que desempenho. Juntamente com o início do caminho em Inteligência Artificial, vou marcando o ritmo da minha caminhada, definindo os horizontes que dela pretendo.

AI

A vida é feita de pequenos despertares. Cirúrgicos, eles chegam por vezes quando no sono saudamos a madrugada, ou no anoitecer desejamos a manhã. São silenciosos, por vezes impercetíveis. Mas no caminhar da vida, olhando para trás, podemos olhar para eles com um misto de alegria e paz, sorriso e gratidão, pelas experiências que deles obtemos no nosso viver.

Há cerca de duas semanas acordei especialmente motivado. De uma noite bem dormida nasceu a ideia de, dentro da minha esfera profissional, começar a abraçar as temáticas da Inteligência Artificial, do Machine Learning e do Deep Learning. Talvez possa parecer um cenário ridículo mas foi realmente assim que aconteceu, isto apesar de a ideia já me rondar há algum tempo, mais precisamente desde que comecei a sentir, com profunda acuidade, de que algo novo, em termos profissionais, deveria nascer em mim; isto apesar da minha ocupação atual. E bem vistas todas as situações, penso que será inevitável que os Sistemas Integrados de Gestão, independentemente do seu dimensionamento, caminhem para uma relação estruturalmente umbilical com, mais do que uma nova tecnologia, uma nova forma de encarar o trabalho, a sociedade, e o homem. Penso que a sua integração em novas visões multidisciplinares da empresa e da realidade sócio-económica contextual que a rodeia, definirá todo o nosso futuro. Depende de nós a forma como com ela lidamos, e depende nós a forma como ela se relacionará com o mundo onde nasce. Ainda assim, apesar de tudo, e numa visão futura, confesso que algumas dúvidas subsistem em mim sobre a forma como uma sociedade eminentemente tecnológica, lidará com a realidade filosófica deste momento, no momentâneo da humanidade face ao tempo…e quem bem me conhece sabe que neste pensamento, reside uma das raízes da minha motivação.

E explica-se assim o meu silêncio das últimas semanas. Porque quando inicio algo novo, são intensos os tempos dentro de mim, que me tornam num vazio intemporal que tudo absorve, num ideal utópico de saciedade que motiva sempre a aprendizagem real e diária.

Crédito da imagem: Hackernoon