Histórias em luz

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Crédito da imagem: Paulo heleno

Na impossibilidade de colocar fotografias de todas as pessoas bonitas com quem convivi no passado sábado, fica a imagem do local onde a Nuvem Vitória esteve instalada, mesmo à entrada da Feira do Livro. Apesar de ter sido um dia fisicamente difícil, foi interiormente um dia de horizontes límpidos, nos sorrisos e olhares de todas as pessoas que ali deram um pouco do seu tempo para contar histórias bonitas que em muitas noites são partilhadas cada vez mais, por mais regiões do nosso país, iluminando um pouco mais crianças e jovens que se encontram em meio hospitalar; e também, obviamente, nos olhos e sorrisos pequeninos que inundaram de alegria um dia que se banhou sempre em muita luz…dragões, bruxas, ursinhos, avozinhas, vacas que subiam a árvores e meninos que comiam livros…é bom deixar a fantasia inundar-nos em alegria, maravilhando a nossa criança interior, e deixando-a correr livre por dias presentes e futuros, convergindo sem tempo nem espaço no brilho do sentir do próximo.

Somos o que escolhemos evoluir, e evoluímos no que desejamos escolher.

Muito grato a todos.

 

Histórias no parque

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Crédito da imagem: APEL

Sábado vai ser um dia especial para mim. Assim como foi, não o passado fim de semana, mas o outro, onde fiz a formação para prestar voluntariado na pediatria do Hospital de Leiria, fazendo exatamente o que irei fazer nesta minha ida à Feira do Livro de Lisboa. Na vida, vamos sempre descobrindo um pouco mais de nós mesmos…poder contar histórias a crianças e jovens (e porque não por vezes aos respetivos pais) foi algo que foi surgindo em mim…não posso dizer que o desejei, fui atrás, fiz trinta por uma linha para chegar aqui…não o posso dizer, porque estaria a mentir. Um dia, apenas por um momento, identifiquei-me com uma causa, e simplesmente deixei despertar em mim mesmo os reflexos da sintonia com a mesma, no âmbito do meu contínuo caminhar, que cada vez mais se revela em horizontes novos. O tempo fez o resto. As coisas simples são sempre assim. Simples. E levam-nos longe, para mais perto de nós.

E assim lá estarei, no espaço da Nuvem Vitória, ajudando e, quem sabe, contando as minhas primeiras histórias a miúdos e graúdos das 11 da manhã, até sensivelmente à hora de jantar. Quer dizer…sensivelmente até à hora de jantar. Porque posso gostar mesmo muito, e posso ficar até ao fim, pelas 11 da noite. O que é bastante provável 🙂

Calm

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Crédito: Living well today

Vivemos num mundo moderno. Independentemente do que se possa pensar sobre as vantagens e desvantagens dessa vivência, e dias existem em que o cansaço que a tecnologia desperta em nós se acumula para lá do tolerável, certo é que todas as moedas têm duas faces, e a modernidade também as tem. Sendo uma pessoa que procura praticar algumas formas de desenvolvimento pessoal como o mindfulness ou a meditação, e que muitas vezes acaba o dia bastante esgotado energeticamente, entendo que essa tecnologia também nos pode proporcionar um bem estar profundo… talvez não tanto quanto a prática dos métodos ancestrais, mas em minha opinião mais do que algumas das suas versões mais modernas, mais focadas no aspeto comportamental, menos profundas na sua intervenção.

Foi um pouco neste pensamento que comecei a usar a Calm. É uma app muito bem conseguida, que dentro de um conjunto de ofertas que vão desde as histórias noturnas e músicas de relaxamento, até meditações guiadas ou exercícios de respiração, a Calm tem uma oferta de um elevado nível de qualidade nos conteúdos, permitindo uma escolha assente no formato que desejamos, com material que não cria rotinas ao longo dos dias, ainda que repetindo esse formato, algo conseguido por uma aliança entre o critério de qualidade e a renovação do repositório. A app vai mais longe, e oferece igualmente masterclasses e programas para as pessoas que queiram usufruir de algum tipo de aprendizagem ou de conteúdos mais dentro da área motivacional. Confesso que esta última característica não me atrai tanto…sabe-me bem melhor o relaxamento e algo que facilite a abertura das portas do espírito, após um dia ou semana de trabalho muito exigentes…sou daquelas pessoas que encontra um silêncio muito especial nos fins de semana,  onde um pouco de paz no meio do ruído me traz uma sensação confortável de que essa calma é apenas um começo.

Tudo tem o seu lugar à nossa volta…a paisagem que contemplamos num passeio pelo campo, ou a música calma que ouvimos à noite antes de dormir. Formas diferentes de relaxamento são formas diferentes de estar um pouco melhor no mundo, de o ver, e de o vermos em nós de uma forma mais integrada, ainda que sejam trazidas pelos mesmos meios que por vezes nos desgastam…é preciso saber encontrar um equilíbrio que nos chame, que nos apele, independentemente dos formatos…é preciso apenas saber ouvir o que nos dizemos a nós mesmos…e nesse sentido, a tecnologia pode trazer momentos e situações bastante positivos, concentrados apenas numa pequena app que tem um custo mensal inferior a alguns cafés diários ou um maço de tabaco, poupando prateleiras cheias de livros que perderam o seu tempo, ou músicas que talvez nunca tenham encontrado o seu tempo, apenas ficando ali, numa letargia estagnada, prendendo os pequenos grandes momentos no tempo.