Videoclube

Com realização de Ana Almeida,em 2014, e fazendo parte da Seleção Caminhos do Cinema Português, assim como do MEO Curtas da casa (Douro Film Harvest), Videoclube foi a primeira curta nacional que vi, de ficção, que verdadeiramente me seduziu. E seduziu pelo filme despretensioso que é, algo que ao mesmo tempo o torna belo. É assente num argumento muito simples, mas bonito e bem construído, à volta da transição das vídeo cassetes VHS para os DVD’s e de como essa mudança impactou as dinâmicas de um pequeno videoclube. Sensibilizada por uma das clientes do mesmo deixar de poder ver o Casablanca, uma jovem adolescente entra no clube, à noite, para resgatar essa cassete do lote de venda, acabando por ser apanhada pelo jovem empregado, seu colega de liceu, e que aparenta ser uma pessoa superficial, desligada. Após uma conversa sobre o destino dessas cassetes, e atendendo ao facto de a esmagadora maioria das pessoas ainda não possuir leitor de DVD’s, os dois decidem, na mesma noite, distribuir as mesmas pelas caixas de correio dos clientes, de acordo com as listas de encomendas. No final, descobrem um pouco mais um do outro, para lá das aparências que sobre eles recaem.

São 17 minutos de uma história bonita, daquelas histórias que por vezes nos fazem muito bem, para sentirmos que o mundo, afinal, pode não ser tão complicado quanto o fazemos.

Ficha IMDB

Crédito da imagem: Anexo 82

Causas

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Crédito: FOX

Fazer uma maratona de Ficheiros Secretos dá-me um enorme prazer. Porque aprecio a série e o tema. Mas acima de tudo porque, na ficção e na realidade aprecio alguém que luta por uma causa. Apenas lutar por uma causa…e se na ficção o semear do tema ainda garante a colheita de grandes histórias, na realidade pouco já existe, disperso na bruma densa dos objetivos.