Ajudar quem cuida…

Venho aqui apresentar-vos o calendário solidário que foi concebido por 12 Mães Cuidadoras Informais, e que pretende ser uma forma de obter meios monetários destinados terapias/tratamentos e/ou suplementos alimentares para os filhos destas 12 cuidadoras. Mais informação pode ser encontrada aqui.

Esta é uma causa que tenho abraçado, colocando o blog ao serviço destas iniciativas levadas a cabo por cuidadores informais, que visam não apenas a obtenção de recursos solidários, mais igualmente a sensibilização para uma questão que entendo ser uma causa social, e mesmo civilizacional, apoiando estas pessoas que entregam toda a sua vida, todo o seu Ser e todo o seu Sentir ao cuidado do próximo, esquecendo-se muitas vezes de si mesmas para que os seus possam ter a dignidade que merecem, enquanto seres humanos que, com as suas vidas, enriqueceram um pouco mais a caminhada comum que com eles foi, e é feita.

Se não puderem comprar, apelo a que partilhem esta iniciativa. Em qualquer dos casos, fico-vos imensamente grato.

Crédito da imagem: Mães e Cuidadoras Informais

Dia do cuidador informal

Celebra-se hoje o dia do cuidador informal. Volto a publicar aqui o podcast que fiz sobre este tema, deixando aqui mais uma vez a ligação para o site da Associação Nacional de Cuidadores Informais. Num período de discussão do Orçamento de Estado para 2019, esta é uma boa altura para todos, enquanto sociedade, nos lembrarmos das dificuldades por que passam estas pessoas na sua entrega ao próximo, pontualmente, e de forma escassa ajudadas de forma exígua pelo Estado, seja em apoios monetários ou apoios nos cuidados de saúde, não apenas para quem é cuidado, mas igualmente para quem cuida (apesar de, neste último caso, existirem alguns casos interessantes em termos da atividade de algumas unidades de saúde).

Falo de pessoas que, numa esmagadora maioria, abdicam da sua vida profissional (e mesmo pessoal) para se dedicarem a ascendentes ou descendentes com doenças crónicas graves ou deficiências, caindo com frequência na pobreza ou, pelo menos, em profundas dificuldades de subsistência, sem emprego, e dependendo da solidariedade para com elas, e para as pessoas ao seu cuidado. Urge que o Estado assuma as suas responsabilidades no apoio a estas pessoas, e que a sociedade civil também veja o problema de uma forma mais integrada, nas organizações locais, nas empresas, nas iniciativas privadas de solidariedade…necessitamos de caminhar para um novo paradigma de cuidados de saúde para enfrentar esta realidade cada vez mais presente, e que um dia, pode vir a ser a realidade de qualquer um de nós.

Crédito da imagem: DN (Reportagem sobre cuidadores informais)

Cuidadores informais – reportagem SIC

Na sequência do podcast sobre a temática dos Cuidadores Informais, publico aqui a reportagem realizada pela SIC sobre o mesmo tema. Um convite à reflexão, sobre o quanto todas estas existências estão tão próximas de nós, tão próximas que por vezes somos tentados a vê-las de uma forma distante…um olhar sobre quem em si liberta o amor na direção do próximo, erguendo-o no seu coração.

Os parabéns à SIC por esta reportagem, que vem trazer mais um contributo para a discussão pública que felizmente se vai começando a fazer sobre este tema, numa sociedade que tem de enfrentar ela mesma as “dores” da sua evolução.

Crédito do vídeo: SIC

Social – Cuidadores informais

A temática dos cuidadores informais tem estado na ordem do dia. São mais de 800.000 em Portugal, e entregam o seu Amor com dedicação aos seus familiares que, sejam pessoas idosas, sejam crianças e jovens, se encontram em estados de doença ou fragilidade avançada. Conheça um pouco mais das suas realidades, e apoie esta causa. Poderá encontrar informação complementar em:

Website – Associação Nacional de Cuidadores Informais

Facebook – Associação Nacional de Cuidadores Informais

É também com esta temática que também se inaugura a nova série dos podcasts do Omnia in Unum. Conheça as novidades no início do episódio.

Semana longa

Com o intensificar do trabalho, e a ter que aproveitar parte das noites para o meu mini-MBA em Gestão de Serviços, o tempo não tem sido muito para escrever…ou ler, apesar de não conseguir acabar o dia sem aqui deixar o meu pequeno momento de partilha. O tempo escasseia, mas ainda assim, apesar de não ser muito, há sempre lugar para a frescura do novo que sempre se renova em novas ideias…tudo vai estando preparado para a segunda série de episódios do podcast, em muitos aspetos uma evolução da primeira, e que se irá iniciar com a temática dos cuidadores informais, algo que já vivi um pouco na minha vida, e uma causa que aprecio particularmente. Enquanto isso, no dia-a-dia, resta-me algum tempo a seguir ao almoço e ao jantar para ver o que se passa na minha conta do Twitter, ler um pouco, ver televisão…por vezes dormir. Apenas a música me acompanha durante todo o dia, trazendo uma muito doce sensação de equilíbrio ao trabalho, dando-lhe por vezes um muito necessário colorido e vivacidade, naqueles 5 minutos tão necessários para desfrutar uma melodia, saborear uma letra…por vezes até dançar. No meio de tudo isto, só as dores no corpo não ajudam, especialmente nestas estações de transição…por entre o calor que se faz frio e que em calor nos torna a aquecer, o corpo sente-se um pouco, principalmente as costas, um pouco afetadas pelo acidente que sofri o ano passado. Mas o caminho faz-se caminhando…

Os bocadinhos dos dias vão sendo assim cada vez mais importantes, pontos cada vez mais focais de serenidade…por entre a dinâmica ensurdecedora dos homens vai brilhando o meu pequeno silêncio, trilhando um caminho de paz por entre horizontes que despontam na bruma, de forma mais ou menos espontânea…a felicidade não está em usufruir de tudo o que nos é dado, de uma forma indiferenciada…ela está na escolha plena de sabedoria e gratidão do horizonte onde vislumbramos um pouco mais da nossa felicidade.