90 anos de Morricone

Faz hoje 90 anos uma das lendas vivas das bandas sonoras cinematográficas. É muito complicado colocar toda a dimensão da genialidade de Ennio Morricone num único post que com toda a certeza deixará muitas obras primas de fora…as suas composições não são apenas parte dos filmes em cujo processo criativo colabora. São igualmente a atmosfera desses filmes ou séries televisivas, de um tempo histórico ou emocional que dá ao conjunto uma força intemporal…e muitas vezes é a beleza das composições de Morricone que nos devolve a primeira memória de uma obra. Dos Western’s Spaghettis, como O Bom, o mau e o vilão ou o magnífico Aconteceu no Oeste (que inicia este post) até filmes como O Exorcista II, Era uma vez na América, Os Intocáveis (versão clássica de 1967 e moderna, de 1987), O Fantasma da Ópera… são apenas dalguns dos exemplos mais conhecidos da sua obra, em conjunto com a banda sonora da série O Polvo”.

É sem dúvida, para todos os fãs da sétima arte, uma data a celebrar, pelo seu contributo de momentos de cinema inesquecíveis.

Crédito da imagem: World Soundtrack Awards

@ Pinterest

Convido a uma visita ao meu perfil na Pinterest, uma forma diferente, mais visual, de partilhar gostos, desejos, aventuras, de uma forma mais visual, aproveitando belíssimas imagens que se encontram por estas estradas virtuais fora. Viagens, livros, filmes, meditação, fotografia P&B ou vinhos são apenas alguns dos temas que poderão encontrar, num perfil que está sempre em evolução. Como sempre, e seguindo uma política que norteia toda a minha presença na internet, o seu a quem de direito…os direitos de todas as imagens exibidas pertencem exclusivamente ao seus autores.

Grato desde já pela visita.

Crédito da imagem: SEJ

Filmes que marcam

Não sou muito de participar em correntes no Facebook. Mas nesta participei. Achei interessante a partilha de imagens de filmes sem mais qualquer referências aos mesmos…existe um certo sentir de melhor saborear as escolhas, rever momentos interiores sentidos a ver esses filmes. A lista poderia ser enorme, pois são imensos os filmes preferidos, mas preferi escolher os que, desses, me têm marcado recentemente. Assim, sem ordem de preferência:

1 – Memórias de ontem / Only yesterday (1991)

2 – Sombra / Shadow (2014)

3 – Uma história simples / The Straight Story (1999)

4 – A princesa Mononoke / Princess Mononoke (1997)

5 – Do céu caiu uma estrela / It’s a wonderful life (1946)

6 – 2001: Odisseia no espaço / 2001: Space Odissey (1968)

7 – A viagem de Chihiro / Spirited Away (2001)

8 – Vale Abraão / Abraham’s Valley (1993)

9 – Livre / Wild (2014)

10 – Noruwei no Mori / NOrwegian Wood (2010)

Trilho

Rodado em 2013, com a duração de cerca de uma hora, Trilho é um filme que se pode dizer que vai contra-corrente, e que ao mesmo tempo a segue…tendo como pivot a objetiva de uma fotógrafa (que também é personagem do filme), Trilho leva-nos brevemente pelo percurso de vida e de atividade de um conjunto de pessoas, todas com ligações ao meio artístico…uma fotógrafa, um ator, uma bailarina, e um ator que decide colocar as suas ideias criativas no papel, movido pelo desejo de elaborar um guião para cinema. Num qualquer edifício de uma zona tradicional lisboeta, ouvimos de todos histórias que nos são muito comuns na vida do dia-a-dia, desde as dificuldades que muitas vezes os pais colocaram, à falta de trabalho no meio e a forma como por vezes esse trabalho é dirigido “sempre para as mesmas pessoas”, passando pelo facto de cada ideia passar por um crivo por vezes estranho de dificuldades obscuras. Mas o filme revela-nos também outro lado. Pela mesma objetiva passam histórias do assumir de um caminho como uma experiência de crescimento e realização pessoal, de partilha em liberdade, e de rejubilar com a liberdade do próximo…assumir a felicidade na definição de horizontes próprios, os mesmos que nos fogem na rigidez das rotinas diárias. Corrente e contra-corrente encontram-se assim numa narrativa interessante, enquadrada na encenação de alguns dos seus momentos quotidianos.

Gostei do filme, mas tenho de dizer que, para um filme em que a objetiva é o fio condutor e unificador da história, estava à espera de uma fotografia melhor, apesar de um ou outro plano mais bem conseguidos. Faltou um muito melhor aproveitamento da luz tão mágica com que Lisboa nos brinda na permanência dos dias…achei igualmente um pouco monocórdica a peça de guitarra portuguesa tocada pelo Frankie Chavez. Sendo uma melodia bem conseguida, e que fica no ouvido, vai-se tornando um pouco repetitiva, ao longa da hora que dura o filme.

Mas é um filme que nos faz bem. E que a todos aconselho.

Crédito da imagem: Desconhecido. Solicito informação.