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Vai para um mês…

Enquanto estava a colocar o meu tablet à carga, algo que já não fazia quase desde o momento da compra há alguns meses, quase que me lembrei que tenho um blog…digo quase, porque de facto a magia da escrita não me deixa esquecer que tenho sempre aqui este espaço que me espera, nos bons ou nos maus momentos, nos momentos mais ou menos ocupados…por entre viagens e mudanças de hotel, avolumam-se as notas escritas e mentais, que se explanam entre ideias para artigos e podcasts, meras frases soltas, ou ideias mais vastas para algo talvez um pouco maior. O viajante é muitas vezes ultrapassado pela sua mente, que parece adivinhar o que no tempo sem tempo se vai formando um pouco mais na frente. E nessa viagem da mente, pelo tempo sem tempo, através de um espaço sempre em expansão, muitos destes textos e notas soltas vão se consubstanciando em realidades mais ou menos sólidas, ou sementes de uma esperança consolidada. Profissionalmente, algumas coisas vão continuando a nascer, com muito trabalho e espírito de sacrifício, e que espero serem definidoras de novos caminhos a trilhar, aos quais nos lançamos quando de facto percebemos que somos aquilo que escolhemos evoluir. E é também nesse evoluir que, pessoalmente, a janela da vida continua aberta a coisas novas.

No entretanto, o fluxo da vida tem sempre um espaço para a escrita, cimento antigo da minha construção. A parte de mim que não se esquece que tem um blog. Apesar de por vezes alguma preguiça se intrometer em toda esta dinâmica. Mas isso são outras histórias.

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Simples…

A vida é simples. Simples no viver dos bons momentos, daqueles que não se partilham nas redes sociais, porque realmente não se têm de partilhar. Alimentam-se da energia do final dos dias, quando as pessoas ainda não desejam ir para casa, porque ainda existe uma busca a fazer. Em si, no próximo ou num qualquer local…não é muito relevante, até se sentir que se está no momento certo, com as pessoas certas, no lugar certo, e que toda essa vibração foi surgindo na semana, no tempo que simplesmente passa. E assim, por entre a confusão da cidade ou pelos caminhos que dela sai, conduzimos o nosso sentir até aquele ponto no espaço e no tempo onde apenas o essencial permanece num bom prato de deliciosas iguarias, e na conversa que se explana tão fresca e intensa como a imperial que está à tua frente, e que tu já não te lembravas de saborear com tanto prazer.

A vida é simples. É realmente muito simples…não interessa complicar.

Crédito da imagem: Schoolswork UK

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Um novo trabalho

Num tempo em que se preparam as comemorações dos 100 anos da Bauhaus, a introdução à “The Theory and Organization of Bauhaus”, pode ser vista como uma antevisão de um fenómeno cada vez mais presente na atualidade, consistindo o mesmo na busca do trabalho como parte integrante da felicidade do viver, parte de uma sensação de plenitude interior cada vez mais desejada pelas pessoas. A vontade de explorar o seu desejo interior, faz com que muitas delas mudem de ramo de atividade, por vezes tendo a criatividade como motor de novas ideias de vida, também se traduzindo num desejo de maior calma e paz, levando a um movimento rumo a meios populacionais mais pequenos, ou numa imersão no natural. O que certamente tem, é a oferta de uma maior liberdade de seguir um caminho próprio. Este é uma tendência ainda não totalmente entendida pelas organizações de modelo mais tradicional, que tardam a perceber o que de positivo advém de uma maior liberdade de expressão interior pelos seus colaboradores, uma proatividade criativa que, independentemente dos setores ou departamentos, torna o todo muito mais aberto a uma realidade contextual cada vez mais global, cada vez mais se acomodando a uma maior necessidade de propósito, de atuação positiva no meio. Porque o mundo, esse mundo cada vez mais global, também se vai tornando cada vez mais pequeno, mais “glocal”…escrevia assim Walter Gropius em 1923, na introdução ao já referido artigo:

The dominant spirit of our epoch is already recognizable although its form is not yet clearly defined. The old dualistic world – concept which envisaged the ego in opposition to the universe is rapidly losing ground. In its place is rising the idea of a universal unity in which all opposing forces exist in a state of absolute balance. This dawning recognition of the essential oneness of all things and their appearances endows creative effort with a fundamental inner meaning.No longer can anything exist in isolation. We perceive every form as the embodiment of an idea, every piece of work as a manifestation of our innermost selves. Only work which is the product of inner compulsion can have spiritual meaning. Mechanized work is lifeless, proper only to the lifeless machine. So long, however, as machine – economy remains an end in itself rather than a means of freeing the intellect from the burden of mechanical labor, the individual will remain enslaved and society will remain disordered. The solution depends on a change in the individual’s attitude toward his work, not on the betterment of his outward circumstances, and the acceptance of this new principle is of decisive importance for new creativ e work.

Crédito da imagem: Bauhaus-Dessau

 

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Velas LED

Com a renovação nos meus espaços aqui de casa, vou igualmente conhecendo algumas novas formas interessantes de os recompor. A primeira que me chamou a atenção foi a existência de velas LED, aqui usadas como luz associada a um pequeno centro de paz (que já havia mostrado), e que surgiu onde existia toda uma confusão de objetos.

Descobri-as num dia em que fui ao Espaço Casa, e em que por acaso refletia sobre como ia resolver a questão das velas, algo que gosto profundamente e que desde sempre, está presente nas minhas práticas de Reiki e Meditação, ou simplesmente para contemplar a sua luz no silêncio da noite, sem um qualquer objetivo definido. Sendo a minha casa já antiga, e com uma grande parte feita em madeira, tenho sempre algum receio da utilização algo de velas, apesar de alguns dos suportes ou enquadramentos que vejo para as mesmas me induzir alguma segurança. Ainda assim, em virtude de um pequeno susto há um par de anos, nunca me senti 100% confortável. O que me atrai na vela é a luz…o ponto de luz que flutua na noite, que foca a minha mente para a libertação meu espírito. Igualmente, um ponto de luz onde recai a minha intenção de paz, harmonia e evolução, seja para mim, para o próximo, ou para o mundo. Estas velas LED ajudam-me assim bastante nesta renovação, dando-lhe um cunho mais vincado, mais perto do que é a minha intenção, afastando os receios que ainda existiam. E quanto ao purismo da chama, e da vela de cera…se algo cada vez mais a vida me ensina, é que nada detém um monopólio de nada, seja na visão absoluta, seja na visão relativa…interessa sim, a energia que parte de nós, harmonizando-nos com o ambiente que nos rodeia.

Quanto às velas propriamente ditas, as que se podem ver na imagem são compradas num pack de 2 unidades, cada uma já contendo uma pilha CR2032, por €4,95. Ainda não vos sei dizer quanto elas podem durar, mas posso-vos dizer que estão a fazer hoje um mês. Têm uma intensidade forte no início, que depois se reduz um pouco, ficando estabilizadas num nível de iluminação ambiente agradável. Vão definitivamente surgir mais cá em casa, não apenas porque estou muito satisfeito com elas, mas igualmente porque, pelo que tenho pesquisado, existe toda uma miríade de modelos e estilos que me agradam muito. Um caminho a seguir, entre outros.

Crédito da imagem: Paulo Heleno