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Crédito da imagem: Edward Hopper

Estava, antes de jantar, a ver alguma pintura que aprecio particularmente, e encontrei esta Ryder’s House, de 1933, um dos quadros pintados por Edward Hopper que ilustra a temática da casa. Achei que era a ilustração ideal do meu estado de espírito neste dia de aniversário: bom. Simples, sólido, pacífico, claro…as linhas de Hopper definem o complementar humano da paisagem natural, neste caso campestre, com a casa a surgir como uma complementaridade abrupta, mas fluída na paisagem, com as suas linhas retas definindo a sobriedade neutra do branco, que se destaca por entre o ondular verde da paisagem natural. Quase que se sente uma saudável ousadia.

Provavelmente Hopper não pensou que este quadro ilustrasse tão bem o sentir de uma pessoa, oitenta e seis anos depois. Mas, de facto, ilustra. Sinto-me em paz, numa harmonia algures entre o verde ondulante da paisagem e o branco sóbrio da casa. No horizonte vão-se erguendo as montanhas que alimentam o desejo seguro de caminhar por entre as margens do dia que flui, eterno Eu viajante, sempre com a certeza que, no meio de toda essa paz, uma sólida casa branca cada vez mais se estabelece, aonde posso voltar.

O que está acima dos limites do quadro não me interessa. O que está abaixo também não, e muito menos o que se estende para os lados. Interessa-me o quadro, e a harmonia que ele possui, até nos sonhos e desejos que desperta para onde quer que olhe no infinito do seu sentir, todos partindo da minha sólida e imensa ousadia branca.

Muito obrigado a todos, pelas palavras que recebi durante este dia. Bem hajam.

Constatação

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Crédito da imagem: Paulo Heleno

Isto não é um homem cansado após uma caminhada por Ílhavo, tentando descobrir um local para jantar após uma longa caminhada. Muito menos é um homem cansado, sentado após uma longa caminhada, a relaxar um pouco e a divertir-se muito com o seu telemóvel a tirar umas fotografias engraçadas. E ainda menos é um homem já a desejar umas merecidas férias deixando a mente viajar por entre a luz da praia que resplandece no mar, ao mesmo tempo que nos limpa a alma.

De onde tiraram essas ideias? Eu cá só vejo um par de sapatos e e pedaços de jeans. Mas ás vezes o cansaço ilude um pouco a vista 🙂

Caminho do meio

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Crédito da imagem: Desconhecido. Solicito informação sobre o autor

Não sei quem é o autor. Mas, cada vez mais, é tão isto…

Histórias em luz

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Crédito da imagem: Paulo heleno

Na impossibilidade de colocar fotografias de todas as pessoas bonitas com quem convivi no passado sábado, fica a imagem do local onde a Nuvem Vitória esteve instalada, mesmo à entrada da Feira do Livro. Apesar de ter sido um dia fisicamente difícil, foi interiormente um dia de horizontes límpidos, nos sorrisos e olhares de todas as pessoas que ali deram um pouco do seu tempo para contar histórias bonitas que em muitas noites são partilhadas cada vez mais, por mais regiões do nosso país, iluminando um pouco mais crianças e jovens que se encontram em meio hospitalar; e também, obviamente, nos olhos e sorrisos pequeninos que inundaram de alegria um dia que se banhou sempre em muita luz…dragões, bruxas, ursinhos, avozinhas, vacas que subiam a árvores e meninos que comiam livros…é bom deixar a fantasia inundar-nos em alegria, maravilhando a nossa criança interior, e deixando-a correr livre por dias presentes e futuros, convergindo sem tempo nem espaço no brilho do sentir do próximo.

Somos o que escolhemos evoluir, e evoluímos no que desejamos escolher.

Muito grato a todos.

 

Histórias no parque

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Crédito da imagem: APEL

Sábado vai ser um dia especial para mim. Assim como foi, não o passado fim de semana, mas o outro, onde fiz a formação para prestar voluntariado na pediatria do Hospital de Leiria, fazendo exatamente o que irei fazer nesta minha ida à Feira do Livro de Lisboa. Na vida, vamos sempre descobrindo um pouco mais de nós mesmos…poder contar histórias a crianças e jovens (e porque não por vezes aos respetivos pais) foi algo que foi surgindo em mim…não posso dizer que o desejei, fui atrás, fiz trinta por uma linha para chegar aqui…não o posso dizer, porque estaria a mentir. Um dia, apenas por um momento, identifiquei-me com uma causa, e simplesmente deixei despertar em mim mesmo os reflexos da sintonia com a mesma, no âmbito do meu contínuo caminhar, que cada vez mais se revela em horizontes novos. O tempo fez o resto. As coisas simples são sempre assim. Simples. E levam-nos longe, para mais perto de nós.

E assim lá estarei, no espaço da Nuvem Vitória, ajudando e, quem sabe, contando as minhas primeiras histórias a miúdos e graúdos das 11 da manhã, até sensivelmente à hora de jantar. Quer dizer…sensivelmente até à hora de jantar. Porque posso gostar mesmo muito, e posso ficar até ao fim, pelas 11 da noite. O que é bastante provável 🙂