Confusões britânicas II

Vim sem mala.

Heathrow estava uma confusão nestes dias em que por lá passei…malas perdidas de vários voos literalmente povoavam as chegadas do Terminal 2. Afinal, e apesar das mensagens da empresa de handling dizendo que não se sabia do paradeiro da mala, ela estava lá, referenciada pelos sensores, mas perdida no meio de um dos imensos montes de malas espalhados pelo terminal. Com os tempos que eu tinha, ou a procurava, ou perdia o voo. Voo este que correu de forma calma, e, já em Lisboa, uma história engraçada. Já à espera de um táxi em Lisboa, diretamente na fila paralela à minha, uma rapariga perguntou-me se ia para Sete-Rios. A minha preocupação devia ser mesmo muito evidente (o expresso partia para Leiria pelas 00:15) para ela me perguntar isso, e era idêntica à dela, uma vez que iria apanhar o mesmo autocarro expresso. Respondi-lhe que sim, ao que ela perguntou se poderia ir comigo, enquanto saltava a pequena corrente para dividir as filas. Foi a minha vez de dizer que sim, e ao mesmo tempo ia descobrindo que ela tinha ido e voltado de Londres nos mesmos voos que eu, e que era de Coimbra. E assim,  um dia que foi profundamente stressante, acabou com uma muito animada partilha sobre viagens, destinos, horizontes e sonhos, estrada a fora, num autocarro expresso onde a partilha não deixou ninguém dormir. Peço desculpa aos lesados 🙂

Obrigado pela companhia, Rute 🙂 talvez um dia nos voltemos a encontrar numa viagem qualquer, por esse mundo fora.

Confusões britânicas

Antes de ler este post, convido-vos a irem ao Youtube, e a colocarem nos vossos sistemas de sons a música do genérico inicial do Benny Hill. Ou melhor, eu próprio coloco. Prontos? vamos então começar.

Chegado ontem a Heathrow, e após um cansativo controlo de passaporte (os corredores para passaportes eletrónicos estavam fechados), reparei que faltava uma pequena mala, junto das malas agrupadas em frente ao tapete, que já se encontrava parado…logo, a minha pequena mala. Pensando num cenário não muito agradável, fui ao balcão de bagagens e confirmei mesmo o pior… que a mala efetivamente tinha ficado em Lisboa. Não é propriamente o que desejamos ouvir depois de um voo que, por muito pequeno que seja, deixa sempre um cansaço em corpo e mente…e assim, após receber o procedimento do que deveria fazer, só pensava em ir para o hotel descansar. Após pedir um Uber, que normalmente recolhe as pessoas junto do terminal 3, comecei a perceber que existia um desfasamento entre mapa que me era apresentado, e a minha localização, pois encontrava-me ainda junto do terminal 2 (no mapa, a zona realmente aparece como terminal 2 e 3). Pergunta puxa resposta, sempre simpáticas (nunca tive nem tenho problemas de relacionamento no Reino Unido), e assim saí disparado para o ponto de recolha definido no terminal 3…com tudo isto, e por uma questão de um minuto ou dois, não apanhei aquele carro. Respirar fundo…consciência de que as coisas não estavam a correr bem…mas também não se podiam repetir…nova tentativa de chamada, e desta vez surgiu-me uma simpática senhora paquistanesa, com quem tive uma muito agradável conversa durante a viagem que fizemos. Londres tem este sentido de multiculturalidade único, onde sentimos um calor humano forte, oriundo da humanidade que se explana logo ali, mesmo junto de nós. Senti-me bastante descontraído no carro, enquanto íamos conversando, até finalmente chegar ao meu hotel.

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Bauhaus

De há algum tempo para cá, tenho-me sentido particularmente atraído pelo movimento Bauhaus. Talvez algo em mim necessite da linha, da forma, da simplicidade que muitas vezes ela contém, e que define uma essência no nosso sentir, trabalhada em diálogo com os materiais, no caminho para uma plenitude que nos satisfaz a alma. É interessante como no movimento Bauhaus, essa plenitude surge aliada com uma modernidade intemporal, transportada por um desenho onde por vezes se sente que o lápis não deseja abandonar o papel, de tão intensa que é a relação que os une. Algo em mim se atrai por esta ideia de que a simplicidade de Bauhaus nasce dessa paixão, deixando-se transportar pelos caminhos sábios dos materiais usados,  até essa sensação de plenitude.

Certo é que tenho encontrado profunda paz nesta modernidade intemporal.

Crédito da imagem: Super Modern

JBL Charge 3

Não sou muito fã de gadgets. Muito menos de as ter apenas por ter. Mas sendo um apreciador de música, e perante um sistema de som já avariado para lá de muitos anos, decidi virar a página e procurar um produto que me permitisse aproveitar as minhas listas do Spotify, sem a necessidade de ter headphones sempre à mão, ou de estar limitado às colunas do laptop. Por muito que olhe com alguma saudade para os meus vinis e K7’s, o saudosismo não me leva ao ponto de idolatrar esse som…oiço o som que me agrada, na dimensão que me agrada, retirando daí o prazer de viajar com a melodia, apesar de sempre gostar de aprender um pouco mais. E mobilidade é um ponto importante.

Já tinha visto o modelo anterior desta JBL no Brasil, e fiquei de facto impressionado, não apenas com a portabilidade, mas com a qualidade do som (que, sendo igualmente potente, não me cativou nessa característica, uma vez que não aprecio música excessivamente alta). E logo aí pensei que podia ter a solução dos meus problemas. Vi alguns modelos, mas a impressão “hands on” que aquela coluna no Brasil me deixou levou-me a optar por esta JBL Charge 3 (na realidade, o modelo descendente dessa coluna). Esta Charge 3, em comparação, é um pouco maior que a anterior, ainda assim mantendo a sua portabilidade, embora pessoas com mãos mais pequenas possam experimentar alguma dificuldade ao manusear. Está muito bem construída, e possui algumas características interessantes, como a de ter microfone incorporado, poder sincronizar com outras colunas JBL, ou atuar como um carregador quando ligada ao telemóvel. Segundo a marca, a bateria tem capacidade para 20 horas de utilização…no teste que estou a fazer, o estado do indicador depois de umas 5 horas de utilização parece prometer algo muito próximo dessa meta. Mas para mim, a principal característica desta coluna é aquilo pela qual ela é mais atacada. Tem uns baixos fenomenais, sendo que a própria construção interior foi feita em torno desse objetivo. Isso faz com que os agudos sejam naturalmente limitados nesta coluna, mas dizer que tem um som abafado, e por isso declarar-lhe uma espécie de morte anunciada é um exagero, e a meu ver um erro. Tenho feito alguns testes com o equalizador de som do telemóvel, e os resultados (para o meu gosto, claro) têm sido muito positivos, mesmo só utilizando os presets. Depois existem os modos personalizados, onde se consegue tirar um pouco mais de qualidade. Procurar o melhor som a partir dos baixos resulta claramente em alguns resultados muito interessantes. Por último, e embora não tenha interesse para mim, dizer que é à prova de água. Não tenciono experimentar.

Em suma, estou muito satisfeito com ela. Tem-me permitido recuperar uma certa alegria de ouvir música, aumentando o prazer que a audição da mesma me transmite, e que já sentia alguma falta, pois estava bastante limitado em termos de qualidade de som. E assim a vida vai correndo, com muito mais deleite…e até o meu bonsai parece gostar.

Crédito da imagem: JBL

 

Descanso

Desde que regressei do Brasil que não tive um momento de verdadeiro descanso, tal como tenho neste final de semana. Foram duas semanas intensas, e que apenas agora me permitem simplesmente deitar a cabeça e fechar os olhos, ou trabalhar nas novidades no meu blog, que vão avançando a um ritmo estável. Espero já este fim de semana, ou no próximo, iniciar a distribuição das mesmas (com alguns ajustes iniciais que possam ser necessários).

Duas formas de desligar…de descansar e de caminhar…

Crédito da imagem: Paulo Heleno