De volta ao céu

Depois de quase seis meses no Brasil, e quase mais um mês em Inglaterra, o último ano e meio vai acabar com mais uma viagem a terras britânicas. Confesso que neste momento este viajante estava a usufruir em paz da aproximação ao Natal e da energia que surge neste período, que sempre senti boa e reconfortante. Não me afeta a febre consumista, pois nela nada me atrai e nada nela encontro de mim para preencher, ficando apenas o sentir doce do que de bom o universo nos traz e ensina…mas por outro lado, confesso que já tenho saudades dos meus amigos de asas, do ambiente dos aeroportos e da forma como também me transmitem uma sensação de paz no meio da confusão. É algo que vou aprendendo em mim, a simplesmente trilhar o Caminho do Meio, por entre o equilíbrio que os aparentes desequilíbrios nos induzem. E, por fim, conhecer mais uma cidade nova, Manchester, novas pessoas, novos locais, novas realidades e desafios profissionais e novas portas para a alma e pensamento…só o frio é que deve ser o mesmo de quando estive em Newcastle, se não for mais, mas bem temperado com a postura um pouco mais aberta e afetuosa das pessoas do norte, por comparação à frieza e algum distanciamento de Londres (apesar das boas experiências recentes, a comprovar que toda a regra tem a sua exceção, que nos ergue no conhecimento do que nos rodeia).

Digamos que a vontade de partir já estava cá. Mas ainda não estava no ponto. Ainda assim uma saída da zona de conforto que recebo de braços e coração aberto, e que pode ser muito interessante. Venha agora a partida (penso que no próximo domingo) e, com uma ligeira paragem no início de Dezembro, o regresso mais perto do Natal.

Google Assistant

Com a noite a não convidar a uma saída, decidi experimentar o Google Assistant. O facto de ainda não suportar o idioma português fez-me ir atrasando este primeiro teste. Contudo, em virtude da minha elevada frequência de viagens, decidi começar a experimentar de forma básica este produto da Google. Por enquanto, para se aceder a estas funcionalidades, recomendo colocar o telemóvel com o idioma de English US, pois em sistemas deste tipo é sempre o idioma mais otimizado para a normal utilização. Nesta fase, não existe de momento uma data definida para a disponibilização do português como idioma core.

A primeira impressão foi muito positiva. A ativação do Assistant ocorre aquando da mudança do idioma (contando que já possua um sistema Android recente e, claro, uma conta Google). A parametrização inicial não é complicada, se seguirmos os menus, embora pudesse ser um pouco mais lógica em termos do caminho a percorrer na mesma, sendo necessária alguma atenção. Definem-se aqui os tipos de alertas que desejamos receber, sobre que temas, o tipo de voz com que queremos interagir (masculina, feminina, mais ou menos suave…), a definição do comando de entrada “Ok Google”, apenas para definir as mais importantes. Após isso, e utilizando esse mesmo comando de entrada, acede-se a um conjunto vasto de informação e utilização multi serviços da Google. Com muita facilidade, e utilizando numa linguagem muito próxima da casual, pude ver restaurantes em várias cidades do mundo, conhecer as condições meteorológicas em vários locais (com previsões para os dias futuros), saber um pouco mais sobre potenciais destinos e pesquisar voos a qualquer data e hora (com a possibilidade de envio automático dos resultados por email). Isto, para além das habituais tarefas diárias de leitura de emails, organização de calendário, chamadas, ouvir alguma música no Spotify, etc. Em todo este ensaio, notei alguma pequena instabilidade com a ligação às apps nativas da Samsung, nomeadamente na forma como elas são chamadas. Se por exemplo nos contactos utilizei o comando Open Contacts, já na app de email, por exemplo, necessitei de compor um pouco mais o comando, utilizando Open Samsung email app, algo que naturalmente desapareceu com a utilização de apps nativas da Google, onde o Assistant sempre se deverá sentir mais acomodado. Senti ainda alguma instabilidade aleatória no mecanismo de continuous speak, que permite manter o microfone aberto algum tempo depois de uma resposta. Algumas vezes notei que não funcionava, apesar de em outras, se manter ativo, e de forma estável.

Brevemente irei dar uma utilização maior a esta ferramenta, não apenas em ambiente nacional mas também internacional, e partilharei alguns resultados, nomeadamente sobre o seu comportamento em cenário de utilização diária. Pode conhecer mais sobre ela através do site oficial onde poderá conhecer todo o seu potencial, incluindo a sua utilização em casa, por via da interação com vários tipos de dispositivos, já numa ótica de clara afirmação de Internet das Coisas. Estes poderão ser ou não fabricados pela Google, devendo apenas ser compatíveis com o Assistant (posso dizer por exemplo, que as colunas de som mais recentes da JBL são compatíveis). E talvez, com um pouco mais de tempo (que de todo não existe neste momento), possa continuar a desenvolver o meu pequeno chatbot. Mas isso será para depois.

Crédito da imagem: Google

@ Pinterest

Convido a uma visita ao meu perfil na Pinterest, uma forma diferente, mais visual, de partilhar gostos, desejos, aventuras, de uma forma mais visual, aproveitando belíssimas imagens que se encontram por estas estradas virtuais fora. Viagens, livros, filmes, meditação, fotografia P&B ou vinhos são apenas alguns dos temas que poderão encontrar, num perfil que está sempre em evolução. Como sempre, e seguindo uma política que norteia toda a minha presença na internet, o seu a quem de direito…os direitos de todas as imagens exibidas pertencem exclusivamente ao seus autores.

Grato desde já pela visita.

Crédito da imagem: SEJ

Um novo trabalho

Num tempo em que se preparam as comemorações dos 100 anos da Bauhaus, a introdução à “The Theory and Organization of Bauhaus”, pode ser vista como uma antevisão de um fenómeno cada vez mais presente na atualidade, consistindo o mesmo na busca do trabalho como parte integrante da felicidade do viver, parte de uma sensação de plenitude interior cada vez mais desejada pelas pessoas. A vontade de explorar o seu desejo interior, faz com que muitas delas mudem de ramo de atividade, por vezes tendo a criatividade como motor de novas ideias de vida, também se traduzindo num desejo de maior calma e paz, levando a um movimento rumo a meios populacionais mais pequenos, ou numa imersão no natural. O que certamente tem, é a oferta de uma maior liberdade de seguir um caminho próprio. Este é uma tendência ainda não totalmente entendida pelas organizações de modelo mais tradicional, que tardam a perceber o que de positivo advém de uma maior liberdade de expressão interior pelos seus colaboradores, uma proatividade criativa que, independentemente dos setores ou departamentos, torna o todo muito mais aberto a uma realidade contextual cada vez mais global, cada vez mais se acomodando a uma maior necessidade de propósito, de atuação positiva no meio. Porque o mundo, esse mundo cada vez mais global, também se vai tornando cada vez mais pequeno, mais “glocal”…escrevia assim Walter Gropius em 1923, na introdução ao já referido artigo:

The dominant spirit of our epoch is already recognizable although its form is not yet clearly defined. The old dualistic world – concept which envisaged the ego in opposition to the universe is rapidly losing ground. In its place is rising the idea of a universal unity in which all opposing forces exist in a state of absolute balance. This dawning recognition of the essential oneness of all things and their appearances endows creative effort with a fundamental inner meaning.No longer can anything exist in isolation. We perceive every form as the embodiment of an idea, every piece of work as a manifestation of our innermost selves. Only work which is the product of inner compulsion can have spiritual meaning. Mechanized work is lifeless, proper only to the lifeless machine. So long, however, as machine – economy remains an end in itself rather than a means of freeing the intellect from the burden of mechanical labor, the individual will remain enslaved and society will remain disordered. The solution depends on a change in the individual’s attitude toward his work, not on the betterment of his outward circumstances, and the acceptance of this new principle is of decisive importance for new creativ e work.

Crédito da imagem: Bauhaus-Dessau

 

Kandinsky – ensaios de dança

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Não resisti a partilhar este “Dances of Palucca”, um ensaio de Wassily Kandinsky, de 1926. É, para mim, um ensaio muito interessante dentro da escola Bauhaus, pois aplica o estudo da forma não a um qualquer artefacto ou produto (no caso de Kandinsky, a uma qualquer visão abstrata desprovida de modelos), mas à expressão do corpo humano, e do seu movimento. Mesmo aqui, as linhas orientadoras da Bauhaus estão presentes, definidas de forma básica, simples, personificada na preponderância absoluta do traço sobre qualquer expressão decorativa acessória. Da mesma forma, vemos uma geometria tão bem definida em figuras simples, quanto expressiva.

Crédito da imagem: Wassily Kandinsky