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Iker

Ao ouvir a notícia de hoje relativa ao enfarte de Iker Casillas, não pude deixar de ter logo, como primeiro pensamento, uma das últimas consultas médicas que tive…depois de descrever o meu trabalho, o médico pausou um pouco, dizendo-me que parecia um pouco cansado. “Ajudava ter um hobbie” disse ele, levando-me a pensar qual das n coisas que amo fazer e que há muito tempo não faço, devia escolher. Talvez tenha sido um pensamento egoísta…obviamente que desejo que tudo não tenha passado de um susto, e que Iker continue a maravilhar os adeptos de futebol com a sua arte. Mas foi o meu primeiro pensamento…para ser franco, desde o que aconteceu ao João Vasconcelos que tenho pensado nestas situações, despertando-me toda uma reflexão estruturante  sobre o meu quotidiano. Sempre senti dentro de mim que 2019 ia ser um ano de evolução, tal como foi o ano de 2016, com todos os seus acontecimentos que guardo com carinho. E os caminhos que tenho trilhado nesta questão, iluminam novos caminhos que vão surgindo, na enorme paisagem aberta há cerca de 3 anos.

É assustador o ritmo a que estas situações vão acontecendo.

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Fim do mundo

Na minha viagem de hoje, por entre uma zona costeira da região centro banhada pelo sol, ouvi com prazer esta reportagem da TSF sobre as rádios comunitárias da Guiné-Bissau. Devo dizer que me emocionei ao ouvi-la. E emocionou-me sobretudo a forma humilde e simples e ao mesmo tempo tão assertiva e voluntária como o nosso povo irmão da Guiné vive a comunidade, e o trabalho para o bem dessa mesma comunidade, defendendo com tenacidade o direito dos que não têm voz a terem a sua opinião, a exprimirem as suas vidas e as suas ideias, num serviço essencialmente comunitário para o bem de todos. Foi bonito ouvir o orgulho e o empenho com que os fundadores destas rádios, assim como aqueles que nelas trabalham, têm nas mesmas e no seu papel, muitas vezes contrariado pelas autoridades.

Partilho agora com todos vós esta reportagem. Vale muito a pena ouvir.

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Brexit

As manifestações que ontem se realizaram em Londres nada mais são do que uma tentativa do povo britânico de retomar a capacidade de decisão sobre o final desta novela. Por via da imprensa falada ou escrita, o país tem sido inundado por um conjunto de debates e expressão de ideias que, na prática, se consubstanciou em muito pouco, com a verdadeira ação a ter lugar em Whitehall, numa sucessão de debates absolutamente lamentáveis, e que têm apenas como objetivo dar expressão pública às correntes que se vão movendo dentro do Partido Conservador para a substituição de Theresa May, e um Partido Trabalhista, sem rumo definido, que orienta as suas velas de acordo com os ventos dominantes, sejam eles quais forem, desde que resultem em eleições antecipadas.

Theresa May cometeu um erro fundamental. O de continuamente afirmar que o Brexit era a decisão expressa de uma vontade dos britânicos, à medida que com o passar do tempo, o país ia sendo invadido por revelações sobre os bastidores da campanha do Brexit que cada vez mais indicavam que interesses políticos e financeiros, muitas vezes em conluio, se organizaram para que o resultado fosse o que se verificou. E principalmente na zona de Londres e de outras grandes cidades como Manchester, crescia principalmente a indignação das gerações mais jovens, até aos 30 – 40 anos, assim como a preocupação do tecido empresarial. Por entre os dois, o espectro de uma recessão alargada e prolongada na economia britânica esteve sempre presente nas discussões.

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Ajudar quem cuida…

Venho aqui apresentar-vos o calendário solidário que foi concebido por 12 Mães Cuidadoras Informais, e que pretende ser uma forma de obter meios monetários destinados terapias/tratamentos e/ou suplementos alimentares para os filhos destas 12 cuidadoras. Mais informação pode ser encontrada aqui.

Esta é uma causa que tenho abraçado, colocando o blog ao serviço destas iniciativas levadas a cabo por cuidadores informais, que visam não apenas a obtenção de recursos solidários, mais igualmente a sensibilização para uma questão que entendo ser uma causa social, e mesmo civilizacional, apoiando estas pessoas que entregam toda a sua vida, todo o seu Ser e todo o seu Sentir ao cuidado do próximo, esquecendo-se muitas vezes de si mesmas para que os seus possam ter a dignidade que merecem, enquanto seres humanos que, com as suas vidas, enriqueceram um pouco mais a caminhada comum que com eles foi, e é feita.

Se não puderem comprar, apelo a que partilhem esta iniciativa. Em qualquer dos casos, fico-vos imensamente grato.

Crédito da imagem: Mães e Cuidadoras Informais