Author Archives: Paulo Heleno

About Paulo Heleno

Amante de natureza, com uma preferência especial pela praia e montanha. Aprcecio caminhadas e hiking, mantendo uma paixão particular por leitura, escrita, música e fotografia. Profissionalmente, desempenho funções Gestor de Suporte a Cliente no mercado do Reino Unido, bem como consultor funcional na área de ERP's.

Brexit

As manifestações que ontem se realizaram em Londres nada mais são do que uma tentativa do povo britânico de retomar a capacidade de decisão sobre o final desta novela. Por via da imprensa falada ou escrita, o país tem sido inundado por um conjunto de debates e expressão de ideias que, na prática, se consubstanciou em muito pouco, com a verdadeira ação a ter lugar em Whitehall, numa sucessão de debates absolutamente lamentáveis, e que têm apenas como objetivo dar expressão pública às correntes que se vão movendo dentro do Partido Conservador para a substituição de Theresa May, e um Partido Trabalhista, sem rumo definido, que orienta as suas velas de acordo com os ventos dominantes, sejam eles quais forem, desde que resultem em eleições antecipadas.

Theresa May cometeu um erro fundamental. O de continuamente afirmar que o Brexit era a decisão expressa de uma vontade dos britânicos, à medida que com o passar do tempo, o país ia sendo invadido por revelações sobre os bastidores da campanha do Brexit que cada vez mais indicavam que interesses políticos e financeiros, muitas vezes em conluio, se organizaram para que o resultado fosse o que se verificou. E principalmente na zona de Londres e de outras grandes cidades como Manchester, crescia principalmente a indignação das gerações mais jovens, até aos 30 – 40 anos, assim como a preocupação do tecido empresarial. Por entre os dois, o espectro de uma recessão alargada e prolongada na economia britânica esteve sempre presente nas discussões.

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Omnia in micro -11

Reparou, no livro de registos, que o nome correspondia à sua língua. Sorriu. “Também sou de Portugal, do Algarve”. Da parte dele, depois de um dia de trabalho intenso, regressou a casa. A 3000 km de distância, o viajante voou num sorriso aberto e sincero até à paz. A sua paz. Que durante um breve momento foi também a paz dela, depois de um dia difícil.

Vai para um mês…

Enquanto estava a colocar o meu tablet à carga, algo que já não fazia quase desde o momento da compra há alguns meses, quase que me lembrei que tenho um blog…digo quase, porque de facto a magia da escrita não me deixa esquecer que tenho sempre aqui este espaço que me espera, nos bons ou nos maus momentos, nos momentos mais ou menos ocupados…por entre viagens e mudanças de hotel, avolumam-se as notas escritas e mentais, que se explanam entre ideias para artigos e podcasts, meras frases soltas, ou ideias mais vastas para algo talvez um pouco maior. O viajante é muitas vezes ultrapassado pela sua mente, que parece adivinhar o que no tempo sem tempo se vai formando um pouco mais na frente. E nessa viagem da mente, pelo tempo sem tempo, através de um espaço sempre em expansão, muitos destes textos e notas soltas vão se consubstanciando em realidades mais ou menos sólidas, ou sementes de uma esperança consolidada. Profissionalmente, algumas coisas vão continuando a nascer, com muito trabalho e espírito de sacrifício, e que espero serem definidoras de novos caminhos a trilhar, aos quais nos lançamos quando de facto percebemos que somos aquilo que escolhemos evoluir. E é também nesse evoluir que, pessoalmente, a janela da vida continua aberta a coisas novas.

No entretanto, o fluxo da vida tem sempre um espaço para a escrita, cimento antigo da minha construção. A parte de mim que não se esquece que tem um blog. Apesar de por vezes alguma preguiça se intrometer em toda esta dinâmica. Mas isso são outras histórias.