Sporting: o fim da novela?

Hoje foi um dia essencialmente de descanso. Como sentia a cabeça um pouco cansada para editar fotografia no Lightroom, fui vendo alguns filmes (essencialmente curtas) e, a espaços, ia deitando o olho a este manifesto exagero televisivo à volta das eleições no Sporting. Um pouco para ver “os bonecos a passar”, e deixar a cabeça ligar à Terra, com algo que, na minha vida pessoal, é basicamente inútil, e não implica qualquer esforço de pensamento.

Q

uem me conhece, sabe que não sou apreciador de futebol. Mas não posso deixar de ver de forma muito positiva uma (espero) solução para toda esta novela do Sporting. Não podemos ter um grande do futebol português em eterna convulsão interna, ao nível das situações que se verificaram no passado recente, promovendo alteração do ambiente social. É certo que, pelo que tenho ouvido, outros escândalos se vão aproximando com outro grande, mas Portugal tem de começar realmente a promover mudanças profundas no edifício do futebol, a começar pelos clubes e a forma como dimensionam a sua intervenção na sociedade. Estaremos porventura a assistir ao início desse período, sendo por isso vital toda a pacificação e maturidade de gestão que se consiga encontrar nestes momentos. Não me agrada rigorosamente nada ver um panorama futebolístico em guerra como válvula de escape de situações de maior crise económica e social.

Parabéns a quem ganhe. Força para quem perca. Não me interessa rigorosamente nada saber quem é quem nesse pódio (assim como não me interessa em outros clubes). O importante é encontrar uma plataforma de unificação e pacificação, dentro dos paradigmas da indústria do futebol moderno, que torne o Sporting e outros clubes, pólos de rivalidade sim, mas também de alegria e festa nos estádios, um foco positivo na vida do país, e muito especialmente nas caminhadas por vezes complexas que os adeptos fazem nas suas vidas diárias.

Crédito da imagem: Planéte Sporting Clube de Portugal