Blogs seguidos: A importância dos -ismos — infinito mais um

É uma e vinte da manhã e estou a escrever isto. Ainda pensei gravar um vídeo para ver se a mensagem se espalharia por mais gente mas, sabendo que sou mais eloquente por escrito, decidi manter-me com aquilo que sei. É uma e vinte e dois da manhã e estou zangada. Não estou a brincar,……

via A importância dos -ismos — infinito mais um

Fui alertado através do Twitter, para este artigo no Infinito mais um, escrito pela Ana Garcês. Ao ler, senti que o deveria partilhar, pois revejo-me profundamente nele, apesar de ter sido bastante criticado. É um post corajoso, mas verdadeiro, que não cai nas habituais ideias banais que tornam toda esta discussão num jogo de pinball, algumas das quais faço referência no meu post sobre piropos. Parte sim do pressuposto de que do muito que se fala (ás vezes de uma forma circular e para alimentar pequenos poderes, egos militantes e idiossincrasias sociais perdidas no tempo), pouco se avança, num mundo de igualdade merecido quer por mulheres, quer por homens, que apenas resulta num caminho mais seguro para o nosso futuro. E no pouco que se avança, lemos notícias como esta, ou esta , de violações e agressões a mulheres, numa quantidade para lá de preocupante. E no meio de tudo isto, são as vítimas que mais sofrem, por via de um processo penoso de investigação e julgamento (quando chegamos a esse ponto), deixando pelo meio um martírio ilustrado no medo de voltar a casa, no medo de enfrentar a rua.

Não compactuo com isto. Não quero compactuar com isto. E por isso associo o meu grito de revolta ao que ecoa com este artigo.

Crédito da imagem de destaque: Oakland Schools