JBL Charge 3

Não sou muito fã de gadgets. Muito menos de as ter apenas por ter. Mas sendo um apreciador de música, e perante um sistema de som já avariado para lá de muitos anos, decidi virar a página e procurar um produto que me permitisse aproveitar as minhas listas do Spotify, sem a necessidade de ter headphones sempre à mão, ou de estar limitado às colunas do laptop. Por muito que olhe com alguma saudade para os meus vinis e K7’s, o saudosismo não me leva ao ponto de idolatrar esse som…oiço o som que me agrada, na dimensão que me agrada, retirando daí o prazer de viajar com a melodia, apesar de sempre gostar de aprender um pouco mais. E mobilidade é um ponto importante.

Já tinha visto o modelo anterior desta JBL no Brasil, e fiquei de facto impressionado, não apenas com a portabilidade, mas com a qualidade do som (que, sendo igualmente potente, não me cativou nessa característica, uma vez que não aprecio música excessivamente alta). E logo aí pensei que podia ter a solução dos meus problemas. Vi alguns modelos, mas a impressão “hands on” que aquela coluna no Brasil me deixou levou-me a optar por esta JBL Charge 3 (na realidade, o modelo descendente dessa coluna). Esta Charge 3, em comparação, é um pouco maior que a anterior, ainda assim mantendo a sua portabilidade, embora pessoas com mãos mais pequenas possam experimentar alguma dificuldade ao manusear. Está muito bem construída, e possui algumas características interessantes, como a de ter microfone incorporado, poder sincronizar com outras colunas JBL, ou atuar como um carregador quando ligada ao telemóvel. Segundo a marca, a bateria tem capacidade para 20 horas de utilização…no teste que estou a fazer, o estado do indicador depois de umas 5 horas de utilização parece prometer algo muito próximo dessa meta. Mas para mim, a principal característica desta coluna é aquilo pela qual ela é mais atacada. Tem uns baixos fenomenais, sendo que a própria construção interior foi feita em torno desse objetivo. Isso faz com que os agudos sejam naturalmente limitados nesta coluna, mas dizer que tem um som abafado, e por isso declarar-lhe uma espécie de morte anunciada é um exagero, e a meu ver um erro. Tenho feito alguns testes com o equalizador de som do telemóvel, e os resultados (para o meu gosto, claro) têm sido muito positivos, mesmo só utilizando os presets. Depois existem os modos personalizados, onde se consegue tirar um pouco mais de qualidade. Procurar o melhor som a partir dos baixos resulta claramente em alguns resultados muito interessantes. Por último, e embora não tenha interesse para mim, dizer que é à prova de água. Não tenciono experimentar.

Em suma, estou muito satisfeito com ela. Tem-me permitido recuperar uma certa alegria de ouvir música, aumentando o prazer que a audição da mesma me transmite, e que já sentia alguma falta, pois estava bastante limitado em termos de qualidade de som. E assim a vida vai correndo, com muito mais deleite…e até o meu bonsai parece gostar.

Crédito da imagem: JBL

 

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