Transatlântico

Depois de algum tempo ausente, é do Brasil que retomo a escrita, mais precisamente de S. Paulo. A segunda parte de uma estadia que teve o seu início, com interregno de alguns meses, em Setembro do ano passado. É sempre um prazer voltar, porque voltar implica voar, e porque voar implica paz. Por mais ou menos profissionais que sejam as viagens, elas sempre despertam o que de em nós dorme perante as rotinas dos dias. E para quem como eu gosta de aviões, a experiência começa logo no aeroporto de origem…os aeroportos são realmente a minha segunda casa.

Numa cidade como S.Paulo, talvez a única grande metrópole de dimensão verdadeiramente global no pequeno mundo português, também nunca me perco…por entre uma oferta cultural riquíssima e intensa, ou lugares muito interessantes de relaxamento e boa comida (todos em muita, e interessante quantidade), passando pelo convívio com novas gentes e novos costumes, existe verdadeiramente a sensação de se ser um cidadão do mundo, um viajante, não necessitando do glamour que tantas vezes se apregoa. E nos tempos que correm, em mim, essa é a definitiva paz.

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