Tudo em um

Omnia in Unum representa o princípio da unicidade. Um princípio que se torna uma sensação quase física quando, ao olharmos à nossa volta, sentimos que tudo no universo se movimenta de uma forma síncrona, sem tempo ou espaço senão aquele que em nós vive, e que se espelha nesse quadro perpétuo que se estende à nossa volta.

É igualmente o princípio da nossa própria existência. Ao longo da história da humanidade, o que fazemos, criamos ou destruímos, define-nos de uma forma diária, construindo-nos como a soma de todas as vitórias e derrotas, alegrias e tristezas, determinação ou medo. A soma que ao longo do tempo se vai tornando uma encruzilhada, numa humanidade que esquece a sua própria história para se redefinir num loop contínuo de vazio. Uma eterna escolha, tão antiga quanto o tempo, que de uma forma tão direta quanto ausente ousamos permanentemente adiar, na alvorada de um novo tempo.

É também a forma como nos revemos no que fazemos, vemos, ouvimos, lemos. Como ponto consciente de um universo que baila à nossa volta, ou como expressão máxima de uma humanidade que navega na alegoria dos seus nadas, navegamos por entre o dia e a noite, o profissional e o pessoal, o nosso grande o grupo e o nosso mundo cada vez mais pequeno, enquanto a seta do tempo desfila à nossa volta, moldando-nos sem o percebermos, iludidos em sonhos de grandes mudanças, e perdendo a visão da mudança que em nós mesmos estamos destinados a realizar, na grandiosidade do ser humano que desde a sua origem é condenado a evoluir, e a evoluir-se.

Omnia in Unum é, assim, tudo sobre nada e nada sobre tudo. No ponto de contacto entre essas realidades, encontro-me eu. Estas são as minhas palavras e as minhas imagens… convido-te a esquecê-las.

Crédito da imagem: Peanuts

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